Quanto à questão do texto Bizantino quero declarar inicialmente que a história do texto escrito é o âmago do problema textual do Novo Testamento. Reconstruir a história do texto, bem como tentar explicar o surgimento das primeiras leituras divergentes, é assunto de extrema importância para que possamos restaurá-lo à sua forma inicial.
Temos à nossa frente algumas dificuldades:
Temos à nossa frente algumas dificuldades:
1)Obscuridade nos primeiros tempos da igreja;
2)Pouca luz é lançada pela literatura patrística;
3)Do I século até o início do século IV o tratamento textual foi inadequado devido à escassez de informação disponível.
Devemos levar em consideração que as cópias dos lextos do NT, bem como os próprios autógrafos, foram feitos debaixo de circunstancias adversas. Isto devido à oposição tanto judaica quanto romana e aos recursos disponíveis. Por exemplo, os autógrafos foram espalhados pelas comunidades cristãs, e com o aumento da necessidade foram copiados. Ao serem copiados, não tiveram um tratamento profissional: uma comissão oficial que delimitasse as formas precisas do texto; o material utilizado era muito delicado, muitos dos copistas possuíam pouca habilidade gráfica. Isto, provavelmente, dentro do período apostólico (Ef 1.1; Cl 4.16; 2 Pe 3.15,16). A partir daí começaram a surgir as primeiras variantes textuais, que se multiplicaram nas cópias seguintes. Cópias e recópias manuais que se estenderam até o século XIV (invenção da imprensa). Variantes são as diferentes formas conhecidas do mesmo texto, conforme encontradas nos diversos manuscritos.
Quando lemos hoje o NT, será que de fato estamos lendo aquilo que Lucas , João , Paulo e os outros escreveram tantos séculos atrás. Não teria a ordem de Cristo em Apocalipse 22.18,19, proibindo qualquer alteração no texto desse livro, sido contrariada com relação tanto ao próprio apocalipse quanto aos demais livros do NT? Tais perguntas não se destinam meramente a levantar dúvidas quanto aos documentos que baseamos a fé, mas a chamar-nos a atenção sobretudo para o tipo e o tamanho do problema com que lida a crítica textual. E tal problema torna-se ainda mais evidente quando os lembramos, em primeiro lugar, de que todos os autógrafos do NT desapareceram por completo e mais nenhuma colação com eles pode ser possível. (Paroschi)
Lidar com a conseqüência natural da multiplicação dos manuscritos (mss.), isto dentro de um espaço de 1400 anos, é ter pela frente o aumento de variantes. Para piorar, é unânime que não possuímos nenhum manuscrito, dos 27 livros do NT, que tenham sido preservados sem nenhuma variação do texto original. É nesse bojo se encontra o texto bizantino que é, por conseqüência natural, o texto receptus. Interessante que o receptus é tido como um texto puro. Muitos adovagam que ele chegou até nós com toda a "pureza" dos autógrafos, mas parece que não é tão puro assim.
Devemos levar em consideração que as cópias dos lextos do NT, bem como os próprios autógrafos, foram feitos debaixo de circunstancias adversas. Isto devido à oposição tanto judaica quanto romana e aos recursos disponíveis. Por exemplo, os autógrafos foram espalhados pelas comunidades cristãs, e com o aumento da necessidade foram copiados. Ao serem copiados, não tiveram um tratamento profissional: uma comissão oficial que delimitasse as formas precisas do texto; o material utilizado era muito delicado, muitos dos copistas possuíam pouca habilidade gráfica. Isto, provavelmente, dentro do período apostólico (Ef 1.1; Cl 4.16; 2 Pe 3.15,16). A partir daí começaram a surgir as primeiras variantes textuais, que se multiplicaram nas cópias seguintes. Cópias e recópias manuais que se estenderam até o século XIV (invenção da imprensa). Variantes são as diferentes formas conhecidas do mesmo texto, conforme encontradas nos diversos manuscritos.
Quando lemos hoje o NT, será que de fato estamos lendo aquilo que Lucas , João , Paulo e os outros escreveram tantos séculos atrás. Não teria a ordem de Cristo em Apocalipse 22.18,19, proibindo qualquer alteração no texto desse livro, sido contrariada com relação tanto ao próprio apocalipse quanto aos demais livros do NT? Tais perguntas não se destinam meramente a levantar dúvidas quanto aos documentos que baseamos a fé, mas a chamar-nos a atenção sobretudo para o tipo e o tamanho do problema com que lida a crítica textual. E tal problema torna-se ainda mais evidente quando os lembramos, em primeiro lugar, de que todos os autógrafos do NT desapareceram por completo e mais nenhuma colação com eles pode ser possível. (Paroschi)
Lidar com a conseqüência natural da multiplicação dos manuscritos (mss.), isto dentro de um espaço de 1400 anos, é ter pela frente o aumento de variantes. Para piorar, é unânime que não possuímos nenhum manuscrito, dos 27 livros do NT, que tenham sido preservados sem nenhuma variação do texto original. É nesse bojo se encontra o texto bizantino que é, por conseqüência natural, o texto receptus. Interessante que o receptus é tido como um texto puro. Muitos adovagam que ele chegou até nós com toda a "pureza" dos autógrafos, mas parece que não é tão puro assim.